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Rafael Benites- rafaelbenites@hotmail.com- EDIÇÃO nº 69- 19/01/2009

Há muito a sentir e pouco a falar. O 16 de janeiro de 2009 entrou para a história do Rio Grande do Sul como o dia em que uma Nação do futebol silenciou. O fanático torcedor xavante, pela primeira vez na vida, foi a campo já sabendo da derrota, a pior em quase 100 anos de existência do clube. Régis, Giovane Guimarães e Cláudio Milar deixam uma dor tão imensa quanto a saudade, o que uniu todos os que gostam de futebol, de diferentes pessoas e agremiações, em prol de um bem mais do que necessário: a solidariedade, que em momentos como esse ultrapassa os limites da bola, da rivalidade e do próprio esporte. Antes de iniciar o Gauchão, o únco representante do Sul chora como nunca.
Acompanhe abaixo as imagens daquilo que simplesmente não tem qualquer explicação...



O acidente: ônibus de cabeça pra baixo e muito trabalho no resgate de um time inteiro


Parentes das vítimas e torcedores se desesperam em frente ao DML da cidade


O estado do veículo de dois andares justifica a gravidade e a enorme tristeza dos xavantes


Com a chegada do corpo de Milar ao Bento Freitas, o rubro-negro começava a sangrar de dor


Enquanto milhares comprecem ao velório do atacante, Danrlei, o herói do resgate, não segura a emoção


O incansável presidente Hélder Lopes foi a imagem do sofrimento em todos os momentos da tragédia


Enquanto o camisa 7 era velado, o médico André Guerreiro informava sobre o estado dos sobreviventes


A chegada dos corpos dos pelotenses Regis e Giovane ao gramado completou o triste cenário da sexta


Prefeito e Governadora prestaram a devida solidariedade aos familiares das vítimas...


... e ainda fizeram questão de visitar os jogadores e fncionários feridos no hospital


De Londres, o técnico Felipão, que iniciou a carreira por aqui, também enviou bonita mensagem de apoio


O trajeto dos corpos até o Cemitério foi feito pelos Bombeiros, e a massa completou o cortejo


Alex Martins foi um dos que mais sentiu a perda do companheiro Regis, seu amigo de zaga e infância


Regis era bom zagueiro, guerreiro e ainda fazia gols importantes, como esse contra o Grêmio, em 2007


A solidariedade se fez presente em todos os cantos do Estado. Bandeiras dos clubes da cidade, de Rio Grande e de Porto Alegre, por exemplo, ficaram a meio pau. O Governo decretou luto oficial de 3 dias


Do maior rival nos gramados, também vieram fraternas, justas e perfeitas homenagens


Já no domingo, muitas homenagens e minutos de silêncio, antes de jogos de futebol, pelo País afora


Sábado, Claudio Milar foi sepultado no Chuy uruguaio, com o manto sagrado que aprendeu a amar


Pelo Brasil, foram 110 gols em mais de 200 jogos; flechada para a torcida era a marca registrada


O uruguaio se afeiçoou tanto às cores do Brasil que se tornou o maior ídolo da história recente do clube


A partir do gol 100, o "castelhano" já tinha planos de viver na cidade e jogar até os cem anos do time


Busca pela chuteira perdida na comemoração do gol 100 teve repercussão nacional para o "Cinderelo"


Com Milar, a camisa 7 esteve muito bem representada em campo, sempre com garra, fibra e gols


O artilheiro deixa a mulher, companheira de sempre, e o filho Agustin, de 3 anos de idade


A faixa, que já existia em vida, eternamente vai estar na grade, iluminando as futuras equipes

QUE DEUS ILUMINE O CAMINHO DOS GUERREIROS XAVANTES!!!



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